O sistema aeróbico de Tratamento de efluentes (SATE) é uma técnica barata para purificação de água, que permite a despoluição e o reaproveitamento das águas. Soluciona problemas em sistemas anaeróbicos falhos ou onde estes não se permitem instalar. A técnica envolve o fornecimento de oxigênio ao sistema aquoso poluído onde se permite, por um período, o desenvolvimento de certos organismos aeróbicos (lodo ativado), que se alimenta desta matéria orgânica poluidora. A poluição é transformada em gás carbônico (CO2) e em mais microrganismos que seguem se alimentando e multiplicando. Boa parte da poluição em suspensão e de bactérias patogênicas, são também retiradas do sistema, além do processo digestivo, por decantação do lodo ativado, que ocorre na seqüência.
O SATE pode incluir um pré-tratamento com uma grade, uma caixa de areia, uma caixa de gordura ou mesmo uma fossa séptica seguido pela câmera de aeração/digestão e. pela de sedimentação, onde há a separação da água limpa do lodo e partículas em suspensão. Esta água pode então ser desinfetada, por cloração, ozonização ou radiação UV, numa câmera de contato , e reusada para irrigação, por ex., ou lançada diretamente no meio ambiente. O lodo excedente produzido é enviado para um tanque de oxidação, por aeração continua, descartado em leito de secagem ou desidratado; pode ser usado como adubo orgânico.
Visualização integrada do sistema segundo o EPA 832-F-00-031 de Set/2000:
O equipamento deve ser monitorado regularmente e inspecionado a cada 2-3 meses; problemas de operação podem ocorrer com uso de excesso de detergentes, soda, desinfetantes, etc.. Alterações de cor, aparecimento de espuma grossa branca no começo da operação são normais e requerem ações especificas. Só após 45-60 dias de operação é que o lodo se estabelece completamente. Não há necessidade de inoculação de microorganismos especiais, porque eles ocorrem no meio ambiente e se selecionam por si. O sistema permite reduções da ordem de 70 a 90% da demanda biológica por oxigênio ao quinto dia (DBO5), que é uma medida de poluição, e redução de sólidos em suspensão (SS) a menos de 20 mg/L.
· Produz um efluente
com nível de tratamento melhor que a fossa séptica;
· Não produz odores nem
gases explosivos ou venenosos como o Gás Sulfídrico (H2S) ou o Metano
(CH4);
· Evita o desperdício
de água onde fossas sépticas falharam;
· É uma alternativa a lugares não propícios a fossas sépticas (beira mar, encostas de serra, proximidade de mananciais, etc.);
· Estende tempo de utilização de campos de drenagem;
· Pode reduzir espaço de campos de drenagem;
· Reduz descargas de amônia;
· Permite o reuso da água tratada.
+ Detalhes sobre os Modelos
O controle de odores é alcançado pois o oxigênio presente
no ar, da ordem de 25%, oxida dos gases ofensivos e não permite a
proliferação de bactérias anaeróbicas produtoras destes gases e de doenças.
Além da ação dos microorganismos, a água é clarificada por oxidação química direta dos agentes de poluição, pelo oxigênio. Sistemas sépticos anaeróbicos (fossas), normalmente apresentam problemas: demandam profundidade de solo de no mínimo 1,5 metro, para que o efluente não contamine o lençol freático ou fique preso numa camada de rocha, o solo precisa apresentar permeabilidade para que o efluente possa se mover e depurar; topografias acidentadas não permitem o uso da fossa séptica.