
O ozônio começou a ser conhecido já em 1837 e reconhecido como substância química depois de trinta anos quando sua forma triatômica foi descrita. A habilidade do ozônio para desinfecção de água foi descoberta em 1886 e em 1891 testes pilotos já eram realizados. A primeira instalação industrial de ozônio ocorreu em 1893, em Oudshoorm, na Holanda, para desinfecção na estação de tratamento de água potável da cidade.
Até 1914 o
número de estações de tratamento de água utilizando ozônio cresceu e, na
Europa, já havia pelo menos 49 instalações. Em 1936 o numero passou para 100
instalações na França e 140 no mundo. O cloro, sempre mais barato e mais usado
sofre grande revés, quando em 1975 se descobre que gera compostos cancerígenos
organoclorados, subprodutos de reações com matéria orgânica.
» A principal preocupação quanto ao uso de cloro é a formação de organoclorados, os trihalometanos (THM).
GERAÇÃO DE OZÔNIO: O ozônio é gerado quando uma corrente alternada de alta voltagem é descarregada na presença de oxigênio. O maior exemplo é o que ocorre na natureza, quando em dias de tempestade há grande produção de ozônio na atmosfera devido às elevadas descargas elétricas provenientes dos relâmpagos. O gerador de ozônio basicamente reproduz, de forma controlada e eficaz, este fenômeno natural, aliando alta tecnologia na área de materiais à eletroeletrônica avançada.
Desta forma, a geração de ozônio ocorre pelo princípio de descarga elétrica que acelera elétrons o suficiente para partir, através do impacto, as ligações da molécula de oxigênio. Os átomos livres reagem com outras moléculas de oxigênio para a formação do ozônio.
Características do Ozônio
• O ozônio é um poderoso oxidante (1,5 vezes mais forte do que o cloro);
• é
mais rápido do que o cloro na inativação de bactérias;
• não
produz toxinas;
• Decompõe-se
em oxigênio.
• Gás
instável, incolor nas condições atmosféricas, com odor característico mesmo a
baixas concentrações
• Fórmula
química: O3 (Forma triatômica do oxigênio)
• Massa
molecular: 48,0
• Ponto
de ebulição a 1 atm: - 111,9 ºC
• Ponto
de fusão a 1 atm: - 192,5 ºC
• Massa
específica do gás: 2,14 g/litro
• Meia-vida
em água a 20 ºC: 20 minutos
| Desinfetantes | Potencial de |
Poder relativo de Oxidação* |
| Ozônio | 2,07 |
1,52 |
| Peróxido de hidrogênio | 1,77 |
1,30 |
| Hipoclorito | 1,49 |
1,10 |
| Cloro | 1,36 |
1,00 |
| Oxidante | Potencial (V) |
| Radical hidroxila | 2,8 |
| Ozônio | 2,07 |
| Peróxido de hidrogênio | 1,78 |
| Permanganato de potássio | 1,70 |
| Hidrocloreto | 1,49 |
| Cloro | 1,36 |
| Dióxido de cloro | 1,27 |
| Oxigênio | 1,23 |
Em relação ao cloro, tem 1,5 vezes maior poder de oxidação e dependendo da substância que está sendo atacada é até 1500 vezes mais rápido. A pressão parcial do ozônio é bastante inferior à do oxigênio, sendo facilmente absorvido pela água; 50 vezes mais rápido que o oxigênio.
Basicamente, o que diferencia o ozônio dos diversos agentes desinfetantes, é o seu mecanismo de destruição dos microorganismos. O cloro por exemplo, atua por difusão através da parede celular, para então agir sobre os elementos vitais no interior da célula, como enzimas, proteínas, DNA e RNA. O ozônio, por ser mais oxidante, age diretamente na parede celular, causando sua ruptura, demandando menor tempo de contato e tornando impossível sua reativação. Dependendo do tipo de microorganismo, o ozônio pode ser até 3.125 vezes mais rápido que o cloro na inativação celular.
Foto 1.
Bactéria sadia; Foto 2. Parede
celular da Bactéria sendo atacada pelo Ozônio; Foto 3. Oxidação da Parede celular da bactéria; Fotos 4, 5 e 6. Ruptura e destruição da
bactéria.
TAXAS RELATIVAS DE
DESINFECÇÃO
DESINFETANTE |
CONCENTRAÇÃO |
ESCHERIC. COLI |
TEMPO para 99 % |
Ozônio |
0,1 |
60.000 |
0,08 |
Cloro |
0,1 |
60.000 |
250 |
COMPARATIVO DO COEFICIENTE DE LETALIDADE ENTRE O CLORO, DIÓXIDO DE CLORO E OZÔNIO
Objetivo |
C*T índice |
Refêrencia |
| E.Coli (>99,99 Redução) |
. |
Wasser-Abwasser |
| Cloro | 3...4 |
. |
| Dióxido de Cloro | 1,2 |
. |
| Ozônio | 0,012....0,04 |
. |
| Gurdia
lamblia |
. |
Wasser-Abwasser |
| Cloro | 104..122 |
ph=7, t= 10°C |
| Dióxido de Cloro | 23 |
ph=7, t= 10°C |
| Ozônio | 1,4 |
ph=7, t= 10°C |
| Cryptosporidium
parvum |
. |
Wasser-Abwasser |
| Cloro | 1440 |
ph=7, t= 10°C |
| Dióxido de Cloro | >120 |
ph=7, t= 10°C |
| Ozônio | >5 |
ph=7, t= 10°C |
• água
potável;
• água
de resfriamento;
• efluentes
de indústrias químicas e farmacêuticas;
• água
de processo;
• efluente
de fábrica de papel e celulose;
• redução
de odor e NOX;
• processos
de branqueamento;água mineral ( enxágüe de desinfecção de reatores, tanques,
garrafas );
• processo
de lavagem ( saladas, etc );
• tratamento
de lixívia, chorume;
• efluente
de indústria têxtil;
• processos
de síntese;
• Branqueamento
de matérias primas e produtos
• Oxidação
de gases
• Desinfecção
de água fresca água de processo e água de resfriamento
• Desinfecção,
descoloração, desodorização e desintoxicação de efluentes e melhoria da
biodegradabilidade
O ozônio é freqüentemente usado no tratamento de água, de água de processo e de efluentes para desinfecção nos processos de lavagem (lavagem de frutas, legumes e verduras), desinfeção de piscinas, desinfecção de sistemas de lavagem de garrafas, remoção de ferro e manganês, melhoria de gosto e odor, eliminação de limo e depósitos em tubos, trocadores de calor, conexões, etc.
• destruição de compostos por quebra das
cadeias;
• mineralização
de compostos orgânicos dissolvidos, causando a sua coagulação e precipitação;
• elevação do potencial redox da água,
• auxiliar de microfloculação;
• alta reatividade contra poluentes e
agrotóxicos;
• desinfecção bacteriológica;
• eliminação de AOX;
• oxidação de compostos orgânicos
• oxidação de substâncias inorgânicas como
• pequenas taxas de corrosão;
• redução de DOC (Dissolved Organic Carbon);
• redução de trialometanos (THM's)
• remoção de cor;
• remoção de ferro solúvel e manganês por
oxidação;
• remoção de sabor e odor.

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