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Turbidez 2017-10-10T13:51:26+00:00

Controle da Qualidade da Água em Aquicultura: Cor, Transparência e Turbidez

A turbidez é um dos parâmetros que determina a transparência; a turbidez mede a quantidade das partículas em suspensão e a transparência determina o quanto de luz entra dentro da água.

Transparência: Se a água é muito limpa, sem turbidez, a luz pode penetrar dezenas de metros na água, o que não ocorre se a água apresentar muitas partículas em suspensão. Em termos de piscicultura, o ideal é que a luz penetre cerca de 0,4 a 0,8 metros, propiciando o desenvolvimento de plâncton.

Para se medir a transparência da água usamos o Disco de Secchi (figura ao lado), que é um disco pintado com faixas pretas e brancas intercaladas, com cerca de 20-30 cm de diâmetro, suspenso por uma corda graduada em centímetros.

A leitura é feita mergulhando o disco de “Secchi” até não ser possível vê-lo pela perpendicular, anotamos a profundidade e multiplicamos por dois.Exemplo: Se, ao afundarmos o disco de “Secchi”, ele se torna invisível com 50 cm é porque a luz está chegando até 100 cm (a luz desceu 50 cm até o disco e voltou mais 50 cm até atingir nossos olhos).

Para piscicultura, a transparência ideal está em torno de 20-40 cm para engorda e 10-20 cm para alevinagem. Para alevinagem é recomendável que se induza o desenvolvimento de algas verdes microscópicas que servem de alimento para os alevinos. Águas cristalinas são indicadas para criação de trutas e para laboratório de eclosão de ovos de peixes. As águas com presença de algas são adequadas para criação de espécies fitófagas (que se alimentam de algas) e para todas as espécies de larvas de peixes. O disco de Secchi é uma das mais simples e eficazes ferramentas para estimar a produtividade de um lago.

O disco de Secchi é montado com uma linha graduada e abaixado lentamente para baixo na água. A profundidade a que o disco não está mais visível é tomada como medida da transparência da água.

A transparência da água afeta diretamente a quantidade de penetração de luz em um lago; algas e partículas em suspensão, resultado de erosão, tornarão a água turva e vão diminuir a transparência. Quanto menor for a profundidade de Secchi, maior a concentração de algas ou de sedimentos.

Um lago pode variar de transparência da água sazonalmente, por isso é importante tomar várias leituras: uma vez por mês é o mínimo, sendo duas por semana o ideal.

A medição disco de Secchi deve ser tirada do lado sombrio de um barco ou doca e entre nove da manhã e três horas da tarde. O período para obter melhores resultados é entre dez da manhã e duas da tarde. O observador deve ser sempre o mesmo e tomar as medidas da mesma forma todas as vezes. O método consiste em gravar a profundidade em que o disco desaparece, abaixe um pouco, e, em seguida, registre a profundidade em que o disco reaparece.

Se você baixar um disco de Secchi na água absolutamente pura, o valor máximo teórico seria entre 70-80 metros.

Na natureza já foram verificadas medições como:

Maiores: 80 metros no Mar de Weddell, perto da Antártida; 70 metros no Mar dos Sargaços; 53 m no mar Mediterrâneo Oriental; 44 m em Crater Lake – USA

Menores: 1-2 cm em Spirit Lake – EUA após uma erupção de vulcão. A água do lago era de cor preta pelas árvores em decomposição no lago; 3-5 cm em “poças” no Quênia; 8 cm num reservatório turvado por sedimentos em suspensão e argilas; 10 cm de lagoa de aquicultura com concentração de clorofila de 558 ug / L; 12 cm pela presença de espuma por morte de algas.

Turbidez

A turbidez da água é consequência direta do arraste dos sedimentos vários como sólidos em suspensão (silte, argila, sílica, coloides), matéria orgânica e inorgânica, finamente divididas, organismos microscópicos e algas. A origem desses materiais pode ser o solo, a mineração, as indústrias e o esgoto doméstico lançado no manancial sem tratamento. Esses materiais apresentam tamanhos diferentes, variando desde partículas maiores ( 1 mm), até as que permanecem em suspensão por muito tempo, como é o caso das partículas coloidais (diam.=10^-4 a 10^-6 cm). A turbidez é encontrada em quase todas as águas de superfície, mas está normalmente ausente nas águas subterrâneas.

Os sedimentos se depositam no leito dos lagos e reservatórios causando assoreamento e turbidez, são também fonte de alimentos e habitat para fauna. Existe toda uma comunidade bentônica que se alimenta dos detritos (ou sedimentos) aí depositados: peixes, invertebrados aquáticos e outros.

Os sedimentos que causam a turbidez impedem a penetração da luz solar dificultando a fotossíntese; recobrem os ovos de peixes e outros animais aquáticos e seus habitats, além de provocar entupimento das brânquias causando a mortalidade nos peixes.

A turbidez é a medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar uma certa quantidade de água. Os valores são expressos em Unidades Nefelométricas de Turbidez – UNT, ou em mg/l de Si02 (miligramas por litro em Sílica).

A cor da água e as partículas de carbono interferem na medida da turbidez devido às suas propriedades de absorverem a luz e as amostras devem ser analisadas logo após a coleta pois a turbidez pode mudar se a amostra for armazenada por um certo tempo.

As águas de lagos, lagoas, açudes e represas apresentam, em geral, baixa turbidez, porém variável em função dos ventos e das ondas que, nas rasas, podem revolver os sedimentos do fundo. Após uma chuva forte, as águas dos mananciais de superfície ficam turvas, graças ao carregamento dos sedimentos das margens pela enxurrada. Assim, os solos argilosos e as águas em movimentação ocasionam turbidez.

A retenção de produtos tóxicos pelos sedimentos é, possivelmente, o maior dano ecológico, depois da eutrofização. São neles que a poluição já ocorrida fica acumulada e armazenada. Para medição da toxicidade se utilizam macro invertebrados bentônicos (organismos do leito que são retidos em redes com malha de 200 a 500 um, incluindo larvas de insetos, moluscos, oligoquetos, hirudíneos e crustáceos), os mais indicados, pois vivem em contato direto com o sedimento.

Várias são as técnicas de coleta do sedimento do fundo de lagos e reservatórios.

 

Manual (cilindros ou cores): quando o lago é raso, pode-se coletar o sedimento manualmente, com um tubo de PVC ou acrílico chamado core, como pode ser visto na figura ao lado.

 

Com guincho: quando é mais profundo, ou a quantidade a coletar é maior, pode-se utilizar uma caçamba metálica, suportada por um guincho, manejado a partir do barco, como na ilustração ao lado.

Com draga: Os dispositivos chamados de pegadores ou busca-fundos, coletam material de uma área do substrato por meio da sua penetração no fundo em função do seu peso, como na ilustração ao lado.

Cor – Quando dizemos que o mar é azul ou que o lago é verde estamos nos referindo ao tipo de cor que é refletido pelo corpo aquático.

Esta cor é resultante da luz refletida pelas partículas que estão em suspensão na água e que, sendo algas azuis refletirão a luz azul, algas verdes refletirão o verde, o castanho é decorrência da presença de matéria orgânica em solução ou de muito zooplâncton(microorganismos animais) e as águas tingidas de marrom ou acre apresentam uma grande quantidade de argila.

A SNatural sob consulta pode fornecer O Disco de Secchi ou o turbidímetro para os interessados.

 

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