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Fertilizantes 2017-12-08T16:00:14+00:00

Adubação e Fertilizantes

Humus Bio-Agro

Adubação Química:Os adubos ou fertilizantes químicos geralmente são vendidos em lojas de jardinagem e até em supermercados. Na embalagem, trazem a sigla NPK, mostrando que o produto contém os elementos mais importantes para o desenvolvimento das plantas: o nitrogênio (N); o fósforo (P) e o potássio (K).
Existem formulações diferentes de fertilizantes NPK, baseadas na sua finalidade. Em geral, usa-se:

NPK 4-14-8 (4 partes de nitrogênio, 14 partes de fósforo e 8 partes de potássio) para espécies que produzem flores e frutos. Ex. hibisco, azaléias, violetas, cítricos como a laranjeira, legumes, etc. Além disso, segundo a maioria dos fabricantes, esta formulação é ideal para ser aplicada no momento do plantio dos vegetais, no preparo do solo, pois o alto teor de fósforo proporciona uma melhor formação e desenvolvimento das raízes e estrutura das plantas.

NPK 10-10-10 (partes iguais dos 3 elementos) para espécies que não florescem e não produzem frutos, como as samambaias. Segundo os fabricantes, esta formulação também é ideal para ser aplicada em plantas já formadas, na forma de cobertura. Neste caso, pode ser usada em flores, folhagens, hortaliças e frutíferas.

NPK 15-15-20 (15 partes de nitrogênio, 15 partes de fósforo e 20 partes de potássio), rica em potássio, esta formulação é considerada bem prática, pois pode ser usada também no cultivo hidropônico, sendo indicada especialmente para hortas.

Também existem no mercado as fórmulas preparadas especialmente para determinadas espécies de plantas ornamentais. É o caso das violetas, orquídeas, rosas e samambaias. Neste caso, os fabricantes elaboram uma fórmula adequada às necessidades nutricionais de cada espécie.

Uma outra formulação especial já encontrada no mercado é o NPK granulado para gramados, que pode ser aplicado de uma forma bem rápida e prática, simplesmente espalhado sobre o gramado. A freqüência de adubação varia de acordo com a espécie cultivada. Algumas precisam mais outras menos, mas, de forma geral, a adubação pode ser feita a cada dois meses. Mas lembre-se: quanto à dosagem e forma de aplicação, siga rigorosamente as indicações do fabricante, que constam na embalagem do produto.

A formulação 10:10:10 de uso geral, para exemplificação de dosagem, temos:

NPK (10-10-10) – Composição

Matéria Orgânica e Adubação

A Matéria Orgânica do Solo (MOS) serve para dar vida ao solo. Não havendo nenhuma MOS quer seja a viva ou a morta, o solo não tem como sustentar uma floresta ou uma lavoura agrícola.”

“Húmus da Terra”: “Húmus da Terra” é uma maneira mais popular de indicar a matéria orgânica do solo (MOS), onde o húmus, na verdade, é uma parte da MOS. Húmus ou humo é uma substância de consistência “amanteigada”, de coloração preta a amarelada e aspecto de massa sem forma específica. Húmus possui propriedades físico-químicas inteiramente diferentes do material vegetal ou animal original. A MOS é constituída de substâncias oriundas de plantas, insetos (formigas, besouros, joaninhas etc), minhocas etc, mas a maior parte vem das plantas.

A serrapilheira ou “liteira” é uma camada superficial de solo sob a floresta consistindo de restos de vegetação como folhas, ramos, caules e cascas de frutos em diferentes estágios de decomposição. Em princípio é MOS, entretanto, não está envolvida pelos constituintes do solo.

O “Mulch” é qualquer material tal como palha, serragem, plástico etc. que é espalhado na superfície do terreno com a finalidade de proteger o solo e as raízes dos impactos diretos das gotas de chuva e raios de sol, evitando selamento superficial, evaporação e variação brusca de temperatura.

Basicamente a MOS serve para dar vida ao solo. Não havendo nenhuma MOS quer seja a viva ou a morta, o solo não tem como sustentar uma floresta ou uma lavoura agrícola.

Características da Matéria Orgânica do Solo(MOS): MOS, através de substâncias húmicas, propicia um solo bem estruturado com uma distribuição adequada de partículas sólidas (ex. areia, silte e argila) resultando no aparecimento de poros onde água e ar podem ser armazenados para que plantas e raízes de plantas possam crescer.

– MOS, através de substâncias húmicas (ácidos húmicos) e não-húmicas (componentes alifáticos hidrofóbicos), de minhocas e de hifas de fungos propiciam a formação e estabilidade de agregados (pequenos torrões). Os agregados do solo condicionam a infiltração e drenagem de água no solo, a aeração e cria um habitat para a biota do solo (fungos, bactérias e actinomicetos).

– MOS, através das substâncias húmicas (principalmente ácidos fúlvicos), aumenta a capacidade de troca de cátions do solo, propiciando maior capacidade de retenção de nutrientes (ex. cálcio, magnésio e potássio) evitando serem lixiviados e, ao mesmo tempo, podendo abastecer a planta através da água do solo.

– MOS, através da palha que cobre a superfície do solo (“mulch”), evita o selamento ou encrostamento superficial causado pelo impacto da gota de chuva, evitando a formação de enxurrada e, assim, protegendo o solo contra a erosão causada pela chuva.

– MOS, através de túneis construídos por térmitas do solo, minhocas e raízes mortas das plantas, possibilitam maior drenagem de água e movimentação de calcário em profundidade.

– MOS, através da matéria macrorgânica, contém grande quantidade de nitrogênio e enxofre e, através de ácidos húmicos, ácido oxálico e málico, têm comprovada participação na disponibilização de fósforo para as plantas.

– MOS, através de substâncias húmicas (ex. ácido fúlvico) e não-húmicas (ex. ácido cítrico) possibilitam diminuição da toxicidade de metais, como o alumínio, para as plantas;

– MOS, através de bactérias que se associam com raízes de plantas cultivadas (ex. soja), abastecem as plantas com nitrogênio diminuindo custos de adubação nitrogenada para o agricultor.

– MOS, através de fungos que se associam com as raízes de plantas, melhora a eficiência das culturas em absorver o fósforo presente no solo.

– MOS, através dos microrganismos, podem transformar diversos pesticidas em substâncias simples, que, ao atingirem águas subterrâneas ou rios e lagos, não causam danos à saúde pública.

– MOS, através de raízes agressivas de plantas consideradas adubos verdes (ex. ervilhaca, tremoço), podem romper camadas de solos compactadas.

MOS, através de todos os seus componentes, contribui para a não ocorrência da mudança climática global ou “efeito estufa”.

É possível fazer agricultura sem degradar a matéria orgânica: a degradação da MOS é menor com a adoção do plantio direto; não se chega, no caso, a ter degradação nula, mas alguns dos importantes benefícios citados anteriormente puderam ser preservados. Temos evidências que indicam a possibilidade do agricultor, através do manejo conservacionista do solo, preservar mais ainda a MOS. Também na agricultura de culturas perenes é possível evitar a degradação excessiva da MOS. O plantio de adubo verde intercalado é a prática mais comum. Plantado entre as linhas da cultura principal, o adubo verde cobre toda a superfície e no florescimento é cortado e deixado na superfície do solo. Segundo estudos conduzidos pelo IAPAR, nas lavouras cafeeiras, por exemplo, utilizam-se o lab-lab, crotalária e mucuna. Plantam-se 1 a 3 linhas de adubo verde dependendo do espaçamento da cultura e da agressividade do adubo verde.

No caso de fruticultura, onde as culturas são mais espaçadas, recomenda-se o uso de adubo verde de hábito rasteiro para cobrir o solo. Planta-se amendoizinho (Arachis prostrata), mucuna, soja perene ou centrosema. Aqui, a adubação verde oferece auxílio no controle das plantas daninhas e na diminuição da insolação. Temperaturas do solo superiores a 40(C, situação comum em solos sem cobertura morta (palha), prejudicam o desenvolvimento radicular, a absorção de nutrientes pelas plantas e os microrganismos.

Adubos verdes e Adubos orgânicos

Existe o composto orgânico, húmus de minhoca, esterco de curral, esterco de galinha, esterco de suíno, lodo de esgoto, resíduo de curtume, lixo sólido, vinhaça e uma série de adubos orgânicos comerciais. O melhor adubo orgânico é aquele que atenda às necessidades do solo e da planta cultivada. O adubo orgânico deve ser obtido em quantidades compatíveis com a área cultivada e a um custo compatível com a capacidade do agricultor e também com o benefício que ele irá trazer a longo prazo.

É sempre importante consultar um agrônomo para auxiliar na escolha do adubo orgânico, pois é preciso saber das exigências da cultura, analisar o solo, analisar o adubo orgânico existente na região, verificar sua origem (adubos oriundos de resíduos industriais podem conter metais pesados em excesso como zinco e cádmio, que podem causar problemas à saúde pública) e verificar se ele atende às necessidades. Normalmente a adubação orgânica melhora a eficiência dos adubos minerais em solos ácidos e com baixo teor de matéria orgânica. Como critérios para a adoção de adubação unicamente mineral ou orgânica poderíamos citar os seguintes:

Exigência da planta cultivada; Nível de fertilidade do solo indicado pela análise do solo; Custos da adubação; Qualidade do adubo.

Os adubos minerais apenas fornecem nutrientes para as plantas após solubilização com a água do solo. Eles não propiciam aquela série de vantagens que a matéria orgânica pode oferecer. Os adubos orgânicos normalmente apresentam proporções de nutrientes que podem não atender as necessidades das plantas. Os adubos orgânicos tomam mais tempo para disponibilizar determinado nutriente para as plantas. Portanto, é importante saber os benefícios que um e outro oferece para determinado empreendimento.

Adubos minerais e orgânicos, em geral, complementam a eficiência de modo recíproco. A matéria orgânica do solo aumentada pela adubação orgânica oferece condições para que os nutrientes provenientes da adubação mineral, em quantidades complementares à fornecida pela matéria orgânica, fiquem retidos nas partículas orgânicas, impedindo, assim, que o nutriente se perca por lixiviação, atingindo altas profundidades do solo e se afastando das raízes.

Organase: Ácido Húmico a 15% mais Ativador Biológico

Este produto é uma solução orgânica à base de ácidos húmicos e fúlvicos concentrados combinados com um ativador biológico. O ativador biológico é resultado de um processo especial de fermentação que provê microorganismos e nutrientes essenciais estimulando crescimento e metabolismo e dando à planta um ciclo de vida mais ativa.

ANÁLISE

Substancias Húmicas (total) …………………….15%
Ingredientes Inertes e Ativador Biológico . ….85%
TOTAL…………………………………………………. 100%

* Se pode aplicar o HUMUS-BIO-AGRO à razão de 5 litros por hectare de cultivo dissolvido em 100-200 litros de água. Obter-se-ão melhores resultados com uma aplicação antes da semeadura e logo após outra aplicação depois da germinação. Para que estes produtos se assimilem corretamente no solo é necessário incorporar água por chuva ou irrigação.


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