Geobag – Filtração de Lodo de Indústria Farmacéutica
Relatório de Teste Nº:1000 – Data: 28/05/2018 Identificação da Empresa: Indústria Farmacêutica
O desaguamento de lodo com polímeros em bag geotêxtil é uma das soluções mais eficientes, econômicas e sustentáveis disponíveis para ETAs, ETEs e indústrias que precisam reduzir o volume de resíduos sólidos. Neste guia técnico, você entende como funciona o processo, quais polímeros utilizar e em quais situações essa tecnologia se aplica.
Por que Usar Polímeros no Processo?
O lodo bruto proveniente de decantadores, biodigestores ou processos industriais contém partículas de tamanho coloidal (0,001 µm a 1 µm) com carga elétrica superficial negativa, que fazem com que as partículas se repilam mutuamente e permaneçam em suspensão estável.
Identificação do Problema
Água proveniente de ETE da Indústria Farmacêutica. A amostra apresenta alto grau de turbidez e cheiro característico provenientes da presença de óleo e partículas sólidas em suspensão (lodo). Amostra original coletada da ETE da Indústria Farmacêutica.
Objetivo: avaliar a eficiência dos diferentes tipos de tecido para possível utilização em BAG’s.
1° Paso: Coleta de Amostra
Agitar a amostra original para misturar o lodo contido e coletar uma parte para início dos testes.
2° Passo: Escolha de Malha
Testou-se o tecido n°1, pois possui grande eficiência em lodos com a característica identificada na amostra, ou seja, granulometria fina e pouco coagulada.
3° Passo: Adição de Polímero
Para ter uma melhor retenção das partículas na malha, adicionamos um polímero para que ocorra a floculação das partículas.
4º Passo – Filtração
Submetemos a amostra, agora com o polímero, à passagem total na malha anteriormente selecionada (filtrar):
- Sistema de Filtração montado utilizando a malha não tecido tipo 1 ;
- amostra com a presença do polímero durante filtração.
Submetemos essa solução com polímero também na malha tipo 3 e houve aumento da retenção do lodo, porém verificamos o mesmo impasse do uso sem o polímero, ou seja, demora na filtração. Logo, substituímos o tipo 3 pelo não tecido tipo 1, onde constatamos uma melhoria significativa tanto no tempo de filtração (menor), velocidade (maior) e qualidade da solução filtrada, que estava praticamente sem a presença de partículas (90% para mais).
Resultados – Lodo retido na malha
- Observamos que a retenção do lodo foi satisfatória, ficando boa parte dele na malha, porém a água saiu ainda com porções oleosas, mesmo que não esteja mais turva
- utilizar (se já utilizam, apenas aumentar) uma quantidade de polímero na amostra original, ou seja, aquela coletada da origem e;
- selecionar para retenção do lodo nosso BAG a malha não tecido tipo 1;
- Ressalva: essa nossa malha é indicada para estrutura com pequenas dimensões, ou seja, que não receberão volumes grandes e nem a altas condições de pressão, pois sua resistência é bem inferior em relação ao tipo tecido 2 e 3. Contudo, podem-se fazer diversas unidades de BAG e, elas possuem melhor custo-benefício;
- É importante conhecer as dimensões do local e volume de efluente com o lodo ao qual o BAG será utilizado/instalado.
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